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Introdução 1. Quando se completam trinta anos do meu ministério episcopal ao serviço da Igreja de Lisboa, os últimos dez como Patriarca, resolvi escrever-vos esta Carta, talvez inspirado pelo Apóstolo Paulo, de quem vamos celebrar os 2000 anos de nascimento e que escrevia frequentemente cartas às Igrejas nascidas do seu ministério apostólico. Nela, quero falar-vos da nossa Igreja diocesana, como eu a vejo, como eu a desejo, como eu a amo, na firme certeza de que é o Senhor, através do Seu Espírito, quem a ama e constrói, através do nosso ministério e da fidelidade de todos os cristãos. Porque estamos já em ambiente do “Ano Paulino”, permiti que vos saúde como Paulo saudava as Igrejas no início das suas Cartas: “Paulo, Apóstolo de Jesus Cristo pela vontade de Deus, e o irmão Timóteo, à Igreja de Deus, que está em Corinto, e também a todos os cristãos que se encontram por toda a Acaia. A graça e a paz vos sejam dadas da parte de Deus nosso Pai e do Senhor Jesus Cristo” (2Co. 1,1-2). E como Paulo saúda os cristãos de Corinto também em nome de Timóteo, seu colaborador, muito estimado por aquela comunidade, saúdo-vos também em nome dos Senhores Bispos Auxiliares, que comigo exercem o ministério episcopal, para bem desta Igreja. Saudamos todos os sacerdotes, os diáconos, os religiosos e religiosas, os cristãos leigos, espalhados nesta vasta Diocese, de Lisboa a Alcobaça, da Azambuja a Torres Vedras, de Cascais à Nazaré. Saúdo com particular ternura as famílias, as crianças, os jovens, os doentes e todos aqueles que sofrem bem como os que chegaram ao ocaso da vida, que dão testemunho de coragem e de esperança. Saúdo, as nossas irmãs mulheres, que são chamadas a ser, na Igreja, a expressão da principal novidade do Evangelho: a primazia absoluta do amor sobre a lógica das situações e das conveniências. |