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 ACOLHER O PAPA É ACEITAR O DESAFIO DA REDENÇÃO
Irmãos e Irmãs,
Aproxima-se a Quaresma. É um tempo litúrgico que nos propõe, no realismo do presente da nossa vida, a radicalidade da Redenção. Celebremos a Páscoa, não apenas como uma rotina adquirida, mas como um assumir, com verdade e generosidade, aquela “passagem”, aquela mudança na nossa vida, que nos permita sentir a alegria da vida nova que começa na ressurreição de Cristo, aquela luz que aponta novos caminhos e dá à nossa vida um sentido novo. Em cada Páscoa devemos sentir que a morte de Cristo não foi em vão, que ela continua a ser a fonte abundante donde jorra a água que fecunda e transforma, capaz de mudar o coração do homem e o tornar digno da vida eterna. Com esta Mensagem, pretendo, como Patriarca de Lisboa, dinamizar os cristãos da nossa Diocese, a aceitarem o realismo e a actualidade da redenção, a abrirem os seus corações à misteriosa fecundidade da Cruz de Cristo, que levou o amor por nós ao extremo de sacrificar a sua própria vida. Com esta Mensagem, não pretendo substituir ou relativizar aquela que o Santo Padre Bento XVI, para a Quaresma deste ano, dirigiu a toda a Igreja; pretendo, apenas, situar, na realidade actual da nossa Igreja diocesana, a palavra que o Papa dirige a toda a Igreja. Assim perceberemos melhor que a Páscoa é uma festa de toda a Igreja, e que a “passagem” que ela nos sugere é desafio para toda a comunidade humana. Não posso esquecer que nos preparamos para receber a visita pastoral de Sua Santidade Bento XVI à nossa diocese, no próximo dia 11 de Maio. A Quaresma será, também, um tempo forte de preparação dessa visita. Para que ela seja, para os cristãos de Lisboa, um momento de graça, ela tem de significar um reencontro de cada um de nós com Nosso Senhor Jesus Cristo, com a Sua Páscoa libertadora. |